Tipos de Parto

Quando a gente engravida, uma das primeiras coisas que vem à nossa cabeça é o enxoval. rsrsrs OBA! Comprinhas! kkkk Mas até a descoberta do sexo do bebê, você terá aí pelo menos uns 4 meses para planejar outras coisas. Que tal aproveitar esse comecinho da gravidez e estudar um pouco sobre os tipos de parto e escolher o seu.

Eu sei que muita gente já tem em mente, antes mesmo de engravidar, qual parto irá optar. Eu mesma tinha certeza que quando tivesse filhos faria uma cesariana. Comecei a pesquisar sobre o assunto. Mudei de ideia e acabei vivendo uma ótima experiência. (Veja o Relato do meu parto Humanizado)

A verdade é que, independente do tipo escolhido, você deve se informar e estudar sobre todas as possibilidades. Hoje a informação está na palma da sua mão. Não estamos mais tão a mercê das dicas familiares. Podemos e devemos nos informar para tomar a melhor decisão sobre o SEU momento.

É claro que esta decisão envolverá futuramente uma série de fatores, como a sua saúde e sua idade. Mas com a ajuda de um obstetra informado e disposto, o seu parto terá tudo para dar certo. Sem mais delongas, eu vou te mostrar mais ou menos como funciona esse universo da partolândia rsrsrs Um resuminho de tudo que aprendi e que pode te ajudar na sua escolha.

♥ Parto Cesariana:

Também chamado de Cesária, é o tipo mais realizado no Brasil. Neste parto, o bebê nasce através de um corte no ventre e útero da grávida e é recomendado em casos de risco materno ou fetal. Acho que pra você este tipo de parto não deve ser novidade, talvez ele até seja o mais conhecido.

Em termos simples, você receberá uma anestesia peridural para receber um corte profundo que engloba o tecido epitelial e o músculo do abdômen. Você estará acordada o tempo todo e não sentirá dores durante o parto.

Embora fosse uma opção somente em casos de risco, hoje a cesariana é usada mais por comodidade dos médicos e pacientes do que necessidade em si. É importante dizer que, embora cômodo e sem dor, este tipo de parto é um cirurgia e, portanto, te exigirá além da anestesia e equipe médica, uma recuperação mais lenta e detalhada após o parto. Ou seja, um pós-parto um pouco mais trabalhoso.

Ah! Uma informação muito importante: O conselho federal de Medicina determina que as mães que optarem pela cesariana só poderão agendá-la para datas a partir da 39ª semana de gestação e deverão assinar um termo de consentimento livre e esclarecido demonstrando ciência dos benefícios e riscos deste procedimento cirúrgico.

♥ Parto Normal:

Neste parto o bebê virá ao mundo por vias naturais, ou seja, através de contrações que o expulsam do útero por meio do canal vaginal. Este parto ocorrerá em centro cirúrgico com o auxílio de doses de anestesia ou analgésicos para amenizar a dor e se necessário, uso de ocitocina para indução e outros procedimentos – a gente falará sobre isso mais a frente. Neste parto a recuperação é rápida e a mulher logo logo retornará às suas atividades. Ou seja, um pós-parto menos trabalhoso.

Mas alguns pontos devem ser esclarecidos aqui. Este parto exige uma preparação da gestante. Mas não é nada de demais. No meu ponto de vista, manter exercícios físicos, alimentação saudável são atitudes essenciais para qualquer gestante, independente do tipo de parto escolhido.

Eu sei que é bom demais ficar deitada, comer de tudo, não se movimentar, mas gravidez não é doença e, muitas vezes, você pode gerar uma gestação complicada simplesmente por manter hábitos não saudáveis. Converse com seu médico, faça Pilates, caminhada, hidroginástica, visite um nutricionista. Ame seu corpo, sua gestação e o baby que está por vir.

Parto Natural

O parto natural também ocorrerá por vias naturais, ou seja, por meio de contrações que expulsarão o pequeno através do canal vaginal. A diferença é que neste parto não ocorrerá intervenção de drogas, acessos venosos, anestesia ou qualquer outro procedimento clínico. Será um trabalho biológico entre o corpo da mãe com suas produções hormonais e o bebê. Neste parto a recuperação também é bem rápida e a mulher logo retornará às suas atividades. Inclusive, como ocorreu sem intervenções, não haverá nenhum possível efeito colateral no pós-parto.

O parto natural ainda é um pouco polêmico. Algumas pessoas consideram um retrocesso se submeter a dor quando há recursos disponíveis para inibi-la. Outras acreditam que intervenções só deveriam ser feitas caso houvesse real necessidade e que toda mulher deveria ter a chance de deixar seu corpo reagir naturalmente ao trabalho de parto. Mas no fim de tudo a escolha deve ser sua.

Eu sei que a leitura tá grande, mas mantém o foco que o assunto, apesar de longo, é bem importante. rsrsrs Agora nós vamos nos aprofundar um pouco. A questão é que vários outros conceitos vêm surgindo a cada dia. Parto é parto desde que mundo é mundo rsrsrs Mas de tempos em tempos diferentes técnicas vão caindo na boca do povo. A seguir eu vou te falar termos que complementam os 3 tipos de partos citados acima.

Parto de cócoras:

Cócoras é uma posição vertical em que a grávida fica agachada. Pode ser adotada tanto no parto normal, como no natural. Embora exija um pouco da musculatura das pernas, ela é muito indicada pois facilita a liberação do canal vaginal para a saída do bebê que conta com a ajuda da gravidade para uma melhor expulsão. A dor é menor nesta posição e há menos risco de comprometimento do períneo, além da redução da necessidade de procedimentos como a episiotomia.

A questão é que a posição deitada que estamos acostumadas a ver em partos normais, não é a mais indicada fisiologicamente para um parto. Quando você está com a barriga pra cima, além de ter mais dificuldade para empurrar o bebê, ou seja, ter mais desgaste físico, o útero estará pressionando veias importantes que podem acabar levando menos sangue ao bebê e provocar variações no batimento cardíaco do pequeno.

Parto na água:

Aqui está mais uma opção que tem sido muito solicitada pelas gravidinhas. Neste método, a grávida entra na banheira com água morna ainda na fase das contrações, podendo permanecer na piscina inclusive na fase expulsiva do parto. A água morna relaxa e ameniza as contrações, mas o ponto principal deste parto é oferecer ao bebê uma transição mais agradável entre o ambiente quentinho do útero e a sala de parto .

Parto domiciliar:

A decisão pelo parto domiciliar, aquele realizado no lar da grávida, tem gerado alguns preconceitos no meio social. A questão é que este tipo de parto é possível sim, mas exige um preparo físico e mental da grávida e principalmente, uma equipe muito bem preparada para saber identificar quando será necessário uma urgência. Ou seja, sua escolha vai muito além de seguir modinhas ou padrões, a mamãe deve estar segura de que estará confortável em ter seu pequeno dentro de casa.

Para adotar um parto domiciliar, você deve ter tido uma gravidez sem riscos e estar ciente e preparada para um plano B. É necessário que haja um suporte médico preparado num local próximo a sua casa, caso haja a necessidade de uma intervenção hospitalar. O parto domiciliar é um tipo de parto natural, que ocorrerá sem intervenções com acompanhamento de doulas e/ou enfermeiras obstetras/parteiras.

Sabe aqueles dois tipo de partos que falei agora pouco? Cócoras e na água, pois então… Os dois podem ser domiciliar e hospitalar. Por isso não dá pra engessar muito. Você pode ter um parto domiciliar de cócoras, domiciliar na água, e ainda mais: normal na água, normal de cócoras… natural hospitalar de cócoras na água kkkkk Parece zoeira, mas é assim mesmo. Liberdade para optar pelo que seu corpo e sua mente pede. E é usando esse gancho que entramos em mais uma vertente de parto, o parto humanizado.

Parto humanizado:

Tá aí um tipo de parto que tem endoidado a cabeça de muitas grávidas. Alguns precoceitos têm aparecido com relação a esse parto: todo humanizado é domiciliar, todo humanizado é natural, todo humanizado é na água… Enfim, várias afirmações incorretas sobre o real foco deste tipo de parto. A questão é que o parto humanizado é também um complemento dos tipos de parto.

Vamos para a definição mais unânime do que é parto humanizado: “É aquele em que as decisões da mulher são levadas muito mais em conta do que em um parto convencional”. Eu iria um pouco mais além, é um tipo de parto em que há uma preocupação forte para que o conhecimento chegue à gestante, para que ela saiba o que está acontecendo com o seu corpo e assim possa ser participante ativa no seu parto, tanto biológica como decisória.

A questão é que todo parto humanizado será normal ou natural, mas nem todo parto normal será humanizado. É só você observar a lista de possíveis procedimentos adotados, muitas vezes de forma rotineira, para trazer um bebê ao mundo mesmo que de forma normal: anestesia/analgesia, múltiplos exames vaginais, monitoramento permanente dos batimentos cardíacos fetais e da contração uterina por meio eletrônico, posição fixa e não anatômica da mãe durante o processo, jejum, o uso do soro e de medicamentos para controlar a contração (para aumentar ou diminuir), episiotomia, uso de fórceps, manipulação do bebê (aspiração mecanizada de vias aéreas, entre outras), luz e ruídos excessivos, limitação de movimentação, “lavagem” intestinal, depilação da região genital… Ufa! Pois é, a lista é longa. É aí que o parto humanizado entra como forma de minimizar tantos procedimentos e somente utilizá-los dentro de uma real necessidade.

Bem, por essa definição pode-se dizer que obstetras que seguem esta linha não só te indicarão e ajudarão a ter um parto normal ou natural (dependendo do seu desejo de intervenções ou não), como também estarão preparados para te direcionar na REAL necessidade de algumas intervenções ou de uma cesária. Vale salientar inclusive que o conceito de cesariana humanizada tem crescido muito nesse meio.

Cesária Humanizada:

Uma cesárea é humanizada quando é feita em casos de real necessidade. As mulheres que entram naturalmente em trabalho de parto e não puderem ter seus filhos de forma normal passarão por cesarianas muito mais preocupadas com o seu bem-estar, acompanhadas do pai ou familiar, com ambiente mais confortável para a mãe e o bebê (redução da iluminação e do ar-condicionado), preocupação de que a mãe e o bebê fiquem juntos logo após o parto e que você tente amamentar o bebê já nesses primeiros momentos… Enfim, muito diferente da realidade dos nossos centros cirúrgicos. Ainda existe a opção de algumas mamães em aguardar o trabalho de parto, ou seja, uma indicação natural de que seu bebê está pronto para vir ao mundo e aí sim segue para uma cesariana.

Uma dica importante para as mamães que decidirem pelo normal ou natural: Pesquise o histórico de seu obstetra. Se ele realmente possui histórico de partos normais. Infelizmente, muitas grávidas se frustam por esperar até o momento do trabalho de parto e ser “induzida” erroneamente para uma cesariana.

No inicio da minha gestação, eu comentei com minha primeira obstetra que estava lendo sobre partos e que estava tendendo para um parto normal. Ela me disse que essa era uma escolha complicada, incerta e que dependia de muitos fatores. Parecia até que eu não tinha sido “feita” para parir. :/ Ela fez parecer que escolher um parto normal era um tanto irracional. Comecei a observar as mães que chegavam no consultório para a consulta pós parto e todas diziam que não conseguiram o parto normal, por causa disso ou por causa daquilo. Fiquei impressionada em como tantas mulheres não conseguiram ter o parto que desejou. Depois de conhecer meu novo obstetra e estudar mais sobre o assunto, vi que muitas vezes os problemas estão mais na boca do médico do que no corpo da gestante.

Bom, esse é um resuminho básico sobre os partos. Rsrsrs Mas como eu disse lá em cima, a Partolância é um mundo de conhecimentos e, quando se está grávida, estudar sobre o assunto nunca é demais. Espero ter te ajudado 🙂

Bruna Souza

Mãe de primeira viagem que descobre o universo materno a cada dia que passa.

Website: https://cheirodebebe.com.br

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